Isso é só o fim, só o fim!

Bom, esse é o último post desse blog feito por mim. Se alguém aqui do ABC quiser dar continuidade, só me avisar.

 

 

Nos vemos entre um farol e outro!

 

 

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Sensações e Sentimentos Incríveis!

Esse é apenas um desabafo, quando nas noites que a lua brilha mais que os faróis dos carros. Onde no guidão sem fita, apenas o reflexo dos postes que iluminam as vias, o reflexo amarelado de lâmpadas que jamais brilharam mais que as estrelas, sobre o metal do guidão. Entre um azulado e outro, de um farol alto dos carros cada vez maiores, fechados, afastados de um mundo que existe fora deles, que algumas motoristas jamais poderam compreender. Na madrugada, onde o sereno acaricia a face. O vento que corta a mão, com um luva que permite aos dedos saltarem. Onde o silêncio da noite e mantido, apenas ouve-se o ranger da areia que o pneu corta quando cruza o asfalto mau feito das avenidas do ABC.

O vermelho do sinal faz que os carros avermelhem suas trazeiras do freio, dos poucos que assim foram a rua pelas madrugadas frias, forma-se um corredor, onde passo, com o corpo no guidão, as pernas dançam sobre a traseira da bicicleta que grita ao som  do pneu rasgando o asfalto. Uma leve parada de lado sobre a faixa, sem tocar o chão com os pés, o olhar nas direções que os cruzamentos da vida pode levar. Um sorriso para o olhar curioso do motorista e, pela neblina da noite, abro meu caminho até onde eu puder pedalar.

Exagero ou não, pedalar pelas vias de madrugada traz sensações e sentimentos incríveis! Seja voltando do trabalho, de uma festa, de um casamento. Apenas uma marcha, a união que torna dois, apenas um. Fixa!

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Mais uma câmera

O problema de fazer revezamento de pneu – por o de trás na frente, já que o de trás gasta devido aos skids e o da frente ainda permanece jovem e viril – é que acaba com um câmera como a minha. Pneu muito gasto, câmeras com muitos remendos. Preciso de um pneu novo, ou um novo kit de remendo 😉

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1 ano fixo!

Sim, 1 ano com uma bike sem marchas e sem freios. Quando ela apareceu na minha vida, vinda das mãos sábias do Canna, não sabia que mudaria tanto assim. Na época eu já utiliza a bicicleta como meio de transporte e tinha uma MTB vinda do Bike Tour de 2010.

Hoje, só tenho ela como bike, mais nenhuma outra. Realizo minhas locomoções com ela ou por transporte público. Transporte público pra mim é raro, prefiro levar mais tempo caminhando.

Um relação monogâmica que me aperta o peito quando escuto: “Posso dar um voltinha?”.  Ter uma fixa hoje é como namorar a pessoa mais linda, sexy e cobiçada do mundo, é quase impossível ser só dela, ela é simples e não sabe dizer não a um bom pedal. Onde quer que ela esteja, sua luz refletida do sol chama atenção. Os olhares curiosos e a mordida no lábio reflete o desejo de se sentir a sensação de que quem gosta de pedalar uma bicicleta destas, pode compreender.

1 ano fixo, e algum tempo como minha única bicicleta, minha única forma de locomoção. Me ensinou a pedalar novamente, me leva a um suicídio urbano, me fez usar capacete e luvas. 1 ano fixo!

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Chuva e Areia

Dias com chuvas é sempre um dia para se fazer as coisas com mais calma. Eu geralmente ando com minha fixa na direita, mas em dias de chuva – quando forma aquela “areinha” no canto da via – eu prefiro corredores de moto, ou mesmo tomo a faixa da direita para minha fixa.

Ontem um conhecido meu estava todo cheio de sangue, pontos no queixo, radiografias e uma bicicleta com uma roda da frente entortada. Isso é um prova que não é apenas em uma fixa que você deve se atentar aonde você está andando, e olhar bem o caminho a sua frente.

Conhecer bem sua bicicleta, como o pneu/aro/roda que você usa, o ambiente no qual você anda é sempre válido e te trará experiências bem mais satisfatórias em cima de uma magrela. Na fixa, andar um pouco mais lento – mesmo que chegue mais atrasado no seu compromisso – sempre é melhor do que sentir na sua própria pele o gosto do asfalto.

Eu já disse, em um outro texto, que não importa qual seja sua bicicleta, os motores sempre acabam guiando nossa velocidade. Quando não nos jogam pro canto da via,  nos forçam a acompanhar sua velocidade.  No ABC, as vias mais principais onde tem muito ciclistas trafegando, tem velocidades de até 70KM/h, o que acho um absurdo, mas para alguns motoristas deveria ser 90KM/h – pelo menos alguns que já conversei pensam isso.

No ABC, os únicos motoristas que ao me verem reduziram a velocidade, abriu distiância de mim, e me passou, foram aqueles que eu estava atrapalhando sua passagem. Por isso penso, que o trânsito é nossa salvação. Carros parados, em fila, congestionamento, engarrafamento é muito melhor do que vias livres de 70KM/h.

E em dias de chuva, sua atenção tem que ser muito maior a tudo que acontece. Quem anda em uma fixa – de alguma forma – desenvolve algumas sensações diferentes em relação ao trânsito. Percepções que uma roda livre não nós transmite. Penso que isso é como algumas definições do Taoísmo, e o resultado da integração ambiente, pedal, carros etc… é a agressividade ao pedalar. O resultado de um fixa em uma via como as do grande ABC é essa, um resposta violenta a uma violência maior.

Por isso, contenha-se, pedalar em dias com chuvas e garoa é uma sensação incrível – aos menos, para mim – e deveria um dia ser experimentanda sem o bicho-papão de um carro a te assustar.

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Fixed Gear & Single Speed Freewheel

Bom, dias de chuva aqui na região do ABC/São Paulo, ruas acidentadas, alguns buracos no asfalto aumentam e aparece um pouco de areia nas bordas das pistas. Cuidado amigo de rodas finas, isso é um chão na certa! A pouca aderência que minha Speed Fixa com aros 700 e pneus 700×23 tem ao chão, aumentam,  e tem que aumentar, minha atenção. Aos que me conhecem sabe que tenho também uma MTB que pouco uso – uma “Bike Tour” – e, usando ela estes dias – já que me recuso o valor de R$ 2,90 dos ônibus e o valor do trem/metro –  novamente volto a pensar: realmente tem necessidade tanta marcha?

Antes de eu conhecer as fixas, estava de olho nas single speed – ou bicicletas com uma velocidade/marcha – e confesso acho muito bacana. Minhas experiências no trânsito me fazem crer que algumas peças na bicicleta são desnecessárias – para mim, é claro – como amortecedor, freios a disco, marchas, outros tipos de sistemas de  freios (hauhaua), etc… Outra coisa, que quem para uma bicicleta é o freio da frente, o traseiro é bom para diminuir velocidade – claro, experiências que eu tenho, não são verdades absolutas.

Mas, o problema para mim é a roda livre. A principio todas as bicicletas eram fixas – eu posso estar errado nisso, mas até onde sei, sustento esta afirmativa – roda livre me faz crer que meu esforço para pedalar é maior, e com isso minha cadência desenvolvida em uma bicicleta de roda fixa perca um pouco de sua força em uma roda livre. Mas confesso, acho também um charme bicicletas single speed com roda livre, e acho muito válido no meio urbano e até mesmo, estrada, e porque não arriscar, em qualquer tipo de terreno.

Em Santo André, sentido mauá e os bairros de Santo André próximos a mauá, ve-se muitas bicicletas single speed percorrendo esses asfaltos, subidas e decidas. Considero estas bicicletas ideias aqui na região do ABC, simples mecânica, e de fácil manutenção. Tem umas até sem freios, com freio contra-pedal ou mesmo com a belíssima forma de parar com o “pé-na-roda”.

Por isso, estou me desfazendo de minha Bike Tour, e terei além da fixa, uma MTB single speed na qual conto com a ajuda dos textos de Sheldon Brown para desenvolve-la.

 

Bom, assim que começar minhas aventuras com essa minha nova MTB – que pode até ser fixa, ainda estou estudando – compartilho aqui estas experiências.

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Algumas coisas….

Tem coisas que só quem sente pode falar. Tem coisas que só quem esta na navalha entre um para-choque e outro sabe aonde o erro pode levar. Tem coisas, que só quem não tem carro de apoio pode olhar, sentir e por fim, vivenciar. Não se pode transmitir algumas realidades em palavras. Tem coisas, que realmente são, e não apenas aparentam por um estilo retrô, ser! Não se pode medir algumas sensações, sem olhar para os lados em um farol e quando a luz estiver vermelha… passar……

 

 

Paz nas ruas, por um mundo sem motores!!!!!

 

 

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Outra Fixa!!!

Estava parado próximo a um ponto de ônibus em Santo André, na Artur de Queiroz, quando avisto uma bicicleta.

Ela era azul, um pouco manchada de uso, e mentalmente pensei – que bonita. Velha, mas ainda com muito chão para rodar. O ciclista em cima dela não parava de pedalar. Olhei a roda traseira, sem marcha. Olhei para o guidão da frente, liso e reto, refletia a luz do sol. Prestei mais uma atenção no quadro, não havia freios ou qualquer sinal de cabos. Era uma caloi 10, sem sombra de dúvida. Em cima dela um ciclista, sem capacete, sem luvas e parecia usar sapatilha. Aparentava uns 50 anos de idade, ou até mais.

Foi que quando percebi, e mentalmente esbravejei – olha, é uma fixa!

Uma pena não ter parado ele para conversar. Porém, esta visão faz com que a contagem de bicicletas fixas no ABC aumente. Não são números inspiradores, mas a prova que a fixa pode cortar muito asfalto por aqui.

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O Prazer de Andar

Recentemente me foi dito: ” Andar de fixa me deixava estressado, cansado e sempre tinha que andar atento”. Não é pelo fato que eu ando em uma fixa que se torna estressante, perigoso ou mesmo excluí-se qualquer prazer do ato de se andar de bicicleta. Acredito que não seja apenas no ABC, mas nas grandes cidades em geral. Andar de bike é ruím, estressante, rápido, alias muito rápido. Simplesmente  porque as bikes acompanham os carros, “acompanham as velocidades” dos automóveis. Acho que posso afirmar que não andamos de bike, mas somos conduzidos pelo fluxo dos veículos passantes.

De fixa não é diferente, e o fato da minha ser uma speed – caloi 10 adaptada – acaba fazendo que alguns trechos nas vias públicas sejam notoriamente uma péssima ideia de usar como caminho ao meu destino.

As vezes vejo os ciclistas como bactérias que precisam ser expelidas das vias. Acabamos sendo jogados pela direita, pegando a calçada, logo mais, estaremos andando nos beirais dos muros das casas. Por um outro lado, quando você deseja apenas pedalar, não tem opção a não ser poucos parques com cliclovias aqui no ABC. Porém temos que convir, são terríveis.

Analisando outros países, onde a bicicleta é mais “aceita na sociedade”, percebe-se como é gostoso e gratificante andar de bicicleta. Aqui no Brasil, mesmo as poucas leis que favorecem veículos de propulsão animal ou humana, são completamente ignoradas e desconhecidas pelos motoristas que, pela lei, deveriam saber qual a preferência em uma via.

As ofensas verbais, são transformadas em berros que suas buzinas fazem nos espasmos de loucura do motorista. A buzina expressa seus piores sentimentos para com nós, os outros das vias.

Em minha visão, não é andar de fixa que prejudica sua sanidade, mas o fato de andar em uma selva composta de animais completamente indomáveis e ignorantes ao respeito e amor ao próximo. Fica difícil explicar os benefícios da bicicleta para a atual sociedade moderna, com tamanha brutalidade no trânsito no ABC. Não é apenas pela bicicleta, mas também pela vida que precisamos recuperar o prazer de se andar.

 


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As ruas desse lugar….

As ruas das setecidades aqui do ABC não são nenhuma Av. Paulista, e nenhum tapete para ser cortado por um aro 700, com um pneu 700×23. Santo André tem buraco que não acaba mais. Ruas irregulares e asfalto em frangalhos, não é privilégio apenas de Santo André. Se cruzar Mauá e Ribeirão Pires chegará logo nos primeiros pedais a esta conclusão. Andar no meio fio com uma fixa, em ruas assim, em minha modesta opnião, pode levar facilmente a entortar seu aro ou mesmo, levar a uma queda. Fora, vários destroços de construções, pedras, e outras dádivas que podem ser encontradas nas beiras das maiores avenidas que cortam estas cidades.

Em São caetano, particularmente, gosto bastante de andar pela Av. Góias, e  a considero no ABC, um tapete. Mas, geralmente apenas a uso como via, até chegar a ela tem muitos obstáculos. Passando dela, existem mais. Mas não se engane, existem mais “ruelas” que tapetes nas setecidades.

No entanto, ainda vejo terreno para uma fixa ser um veículo de transporte simples, ecológico e prazeroso para cortar as vias destas cidades. Alguns cuidados, a serem levados em consideração, podem ser tornar tão rotineiros que você nem percebe que esta numa descida íngreme em cima de uma bike sem freios, com um velocidade considerável. Corredores de motos, são ainda tão mais chamativos.

Capacete e luvas, em minha humilde opnião, são essenciais. Conhecer sua fixa, e ter uma pequena ideia do terreno que esta pegando, é aconselhável. Se tiver medo, ande pelas ruas que conhece depois, aos poucos, vai alternando até perceber que sim: sua fixa pode andar nestes lugares.

No inicio fique esperto com as lombadas, vai perceber que aqui no ABC, elas tem tamanhos diferentes, principalmente quando se afastar mais do centro e entrar nos bairros. Mas, se desejar sentir um pouco de um tapete embaixo de seus pneus, passe por cima de uma faixa de travessia de pedestres. A sensibilidade que uma bike dessas lhe desperta, faz perceber melhor os lugares por onde passa.

Os postos de gasolina são bem bacanas se deseja dar um skid apenas para esquentar a perna. Mas tome cuidado com aqueles beirais no chão que escoam água ou gasolina, que todo posto tem. Um lembrete também, é que aqui no ABC, nos centros de algumas cidades, os bueiros são diferentes e alguns são vazados. Sua roda pode ficar ali, já vi muitos cilistas voarem de suas bikes por causa disso.

Um outro ponto é, sem freios, olha o terreno que está para dar um skid. Isso pode parecer tolice, mas como disse, são raros os tapetes aqui no ABC, e as ruas são um pouco ásperas e “buraquentas”, e podem segurar sua roda em vez de deixa-la deslizar. Uma solução que uso nesses casos é  o “skid stop” como alternativa.

Dias chuvosos são bem atraentes para mim. Terreno molhado é muito bacana andar, o clima, a paisagem, tudo muda, diferente de um dia de sol. Apenas seja mais prudente, que a natureza cuida do resto.

Particularmente não gosto de estar com mp3 ou algo que tampe minha visão ou ouvidos, gosto de sentir o ambiente e prestar atenção ao que se passa. Se gosta de pedalar ouvindo um som, sugiro que desenvolva bem seus demais sentidos.

Bom, essas são algumas de minhas experiências aqui no ABC . Você pode pedalar tranquilo uma fixa nestas setecidades. Eu pedalo e a uso como meio de locomoção! Mas, são poucas as fixas que vejo por aqui. A dica que fica é, conheça sua bike, seu “pedalar”, que o terreno não pode te assustar.

Para quem não conhece:

Skid Stop -> http://www.youtube.com/watch?v=ewhWYqqIXb0

Skid -> http://www.youtube.com/watch?v=7xq-pPJRREo&feature=related

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